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Controle de constitucionalidade

ADI 2391

Julgada em 16/08/2006, pelo Plenário. Relator: ELLEN GRACIE. Origem: SC. Inteiro teor no STF (abre em nova aba)

O que foi decidido

O Tribunal, por maioria, vencido o Senhor Ministro Carlos Britto, julgou improcedente a ação direta, nos termos do voto da Relatora, Ministra Ellen Gracie (Presidente).

O resumo do próprio STF

Normas citadas

Como o STF indexou. Citada não quer dizer questionada: a norma pode ser só um fundamento da decisão.

Como citar (ABNT)

BRASIL. Supremo Tribunal Federal (Tribunal Pleno). ADI 2391. Relator: Min. Ellen Gracie, 16 de agosto de 2006. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/obterInteiroTeor.asp?numero=2391&classe=ADI. Acesso em: 1 nov. 2026.

Ementa

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 51 E PARÁGRAFOS DA

CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA. ADOÇÃO DE MEDIDA

PROVISÓRIA POR ESTADO-MEMBRO. POSSIBILIDADE. ARTIGOS 62 E 84,

XXVI DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EMENDA CONSTITUCIONAL 32, DE

11.09.01, QUE ALTEROU SUBSTANCIALMENTE A REDAÇÃO DO ART. 62.

REVOGAÇÃO PARCIAL DO PRECEITO IMPUGNADO POR INCOMPATIBILIDADE COM

O NOVO TEXTO CONSTITUCIONAL. SUBSISTÊNCIA DO NÚCLEO ESSENCIAL DO

COMANDO EXAMINADO, PRESENTE EM SEU CAPUT. APLICABILIDADE, NOS

ESTADOS-MEMBROS, DO PROCESSO LEGISLATIVO PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO

FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE VEDAÇÃO EXPRESSA QUANTO ÀS MEDIDAS

PROVISÓRIAS. NECESSIDADE DE PREVISÃO NO TEXTO DA CARTA ESTADUAL E

DA ESTRITA OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS E LIMITAÇÕES IMPOSTAS PELO

MODELO FEDERAL.

1. Não obstante a permanência, após o

superveniente advento da Emenda Constitucional 32/01, do comando

que confere ao Chefe do Executivo Federal o poder de adotar

medidas provisórias com força de lei, tornou-se impossível o

cotejo de todo o referido dispositivo da Carta catarinense com o

teor da nova redação do art. 62, parâmetro inafastável de

aferição da inconstitucionalidade argüida. Ação direta

prejudicada em parte.

2. No julgamento da ADI 425, rel. Min.

Maurício Corrêa, DJ 19.12.03, o Plenário desta Corte já havia

reconhecido, por ampla maioria, a constitucionalidade da

instituição de medida provisória estadual, desde que, primeiro,

esse instrumento esteja expressamente previsto na Constituição do

Estado e, segundo, sejam observados os princípios e as limitações

impostas pelo modelo adotado pela Constituição Federal, tendo em

vista a necessidade da observância simétrica do processo

legislativo federal. Outros precedentes: ADI 691, rel. Min.

Sepúlveda Pertence, DJ 19.06.92 e ADI 812-MC, rel. Min. Moreira

Alves, DJ 14.05.93.

3. Entendimento reforçado pela significativa

indicação na Constituição Federal, quanto a essa possibilidade,

no capítulo referente à organização e à regência dos Estados, da

competência desses entes da Federação para "explorar diretamente,

ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na

forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua

regulamentação" (art. 25, § 2º).

4. Ação direta cujo pedido

formulado se julga improcedente.