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Controle de constitucionalidade

ADI 1710

Julgada em 03/03/1999, pelo Plenário. Relator: SYDNEY SANCHES. Origem: AL. Inteiro teor no STF (abre em nova aba)

O que foi decidido

O Tribunal, por maioria, vencido o Sr. Ministro Sepúlveda Pertence, não acolheu a preliminar no sentido de que estaria prejudicada a ação. No mérito, o Tribunal, por unanimidade, julgou procedente a ação direta e declarou a inconstitucionalidade, desde 02/09/1997, Resolução n° 12.943/97, do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Alagoas. Votou o Presidente. Não votou o Sr. Ministro Ilmar Galvão por não ter assistido à preliminar. Ausentes, justificadamente, o Sr. Ministro Celso de Mello (Presidente), e, neste julgamento, o Sr. Ministro Marco Aurélio. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Velloso (Vice-Presidente).

Normas citadas

Como o STF indexou. Citada não quer dizer questionada: a norma pode ser só um fundamento da decisão.

Como citar (ABNT)

BRASIL. Supremo Tribunal Federal (Tribunal Pleno). ADI 1710. Relator: Min. Sydney Sanches, 3 de março de 1999. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/obterInteiroTeor.asp?numero=1710&classe=ADI. Acesso em: 1 nov. 2026.

Ementa

- DIREITO CONSTITUCIONAL E

PREVIDENCIÁRIO.

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 560, DE 26.07.1994,

SUCESSIVAMENTE REEDITADA, NO PRAZO, E NÃO REJEITADA PELO

CONGRESSO NACIONAL: EFICÁCIA DE LEI. ALÍQUOTA DE

CONTRIBUIÇÃO AO PLANO DE SEGURIDADE SOCIAL.

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DA

RESOLUÇÃO Nº 12.943, DE 02.09.1997, DO TRIBUNAL REGIONAL

ELEITORAL DO ESTADO DE ALAGOAS, QUE REDUZIU A ALÍQUOTA, DE

12% PARA 6%, E DETERMINOU A RESTITUIÇÃO DAS DIFERENÇAS

RECOLHIDAS A MAIS, A PARTIR DE 01.07.1994.

1. Em face dos termos da Resolução e da extensão de

seus efeitos a todos os servidores vinculados ao Tribunal

Regional Eleitoral de Alagoas, assume ela o caráter de ato

normativo, podendo, pois, ser impugnada em Ação Direta de

Inconstitucionalidade, nos termos do art. 102, I, "a", da

Constituição Federal, conforme reiterados pronunciamentos da

Corte.

2. Rejeita-se a preliminar suscitada, no sentido de

estar prejudicada a Ação, pois a Resolução Administrativa

não foi revogada pela lei superveniente, que dela não

tratou.

3. No julgamento de mérito da A.D.I. n 1.647 e da

A.D.I. n 1.660, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em

situação que coincide com a focalizada nestes autos, decidiu

que o órgão judiciário, do qual emanara a Resolução, não

tinha competência legislativa para dispor em sentido diverso

daquele previsto na Medida Provisória, sucessivamente

reeditada e ainda em vigor.

4. Adotados os fundamentos deduzidos nesses

precedentes sobre resoluções análogas à ora "sub judice", a

ação resta julgada procedente, declarando-se, com eficácia

"ex tunc", ou seja, desde 02.09.1997, a

inconstitucionalidade da Resolução nº 12.943, da mesma data,

do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas.