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Controle de constitucionalidade

ADI 3224

Julgada em 13/10/2004, pelo Plenário. Relator: ELLEN GRACIE. Origem: AP. Inteiro teor no STF (abre em nova aba)

O que foi decidido

O Tribunal, por unanimidade, julgou procedente a ação para declarar a inconstitucionalidade da Resolução n°22, de 27 de agosto de 2003, do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Carlos Velloso, Eros Grau e, neste julgamento, o Senhor Ministro Nelson Jobim, Presidente.

O resumo do próprio STF

Normas citadas

Como o STF indexou. Citada não quer dizer questionada: a norma pode ser só um fundamento da decisão.

Como citar (ABNT)

BRASIL. Supremo Tribunal Federal (Tribunal Pleno). ADI 3224. Relator: Min. Ellen Gracie, 13 de outubro de 2004. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/obterInteiroTeor.asp?numero=3224&classe=ADI. Acesso em: 1 nov. 2026.

Ementa

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. RESOLUÇÃO Nº 22/2003, DA

PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ. AFASTAMENTO

EVENTUAL DE MAGISTRADO DA COMARCA EM FINAIS DE SEMANA ALTERNADOS E

PRÉVIA COMUNICAÇÃO AO PRESIDENTE DO TRIBUNAL. ART. 93, CAPUT E

INCISO VII DA CARTA MAGNA. RESERVA DE LEI COMPLEMENTAR.

INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL.

1. A resolução impugnada impôs

verdadeira restrição temporal e procedimental à liberdade de

locomoção dos magistrados.

2. Esta Corte fixou o entendimento de

que a matéria relativa à permanência do magistrado na comarca onde

exerça jurisdição e seus eventuais afastamentos são matérias

próprias do Estatuto da Magistratura e que dependem, para uma nova

regulamentação, da edição de lei complementar federal, segundo o que

dispõem o caput e o inc. VII do art. 93 da Constituição

Federal.

3. Precedentes: ADI nº 2.753, rel. Min. Carlos Velloso, DJ

11.04.03 e ADI nº 2.880-MC, rel. Min. Gilmar Mendes, DJ

01.08.03.

4. Ação direta cujo pedido se julga procedente.